Entenda os possíveis impactos da Reforma Tributária sobre custos, créditos tributários e operações do mercado financeiro
A atualização da documentação técnica da DeRE pela Receita Federal reforça a necessidade de preparação contábil, fiscal e tecnológica para a implementação do IBS e CBS. Empresas do mercado financeiro precisam avaliar os impactos das novas regras sore suas operações, seus sistemas e suas obrigações acessórias.
A Reforma Tributária já exige atenção de empresas que atuam com crédito, investimentos e recebíveis. Para FIDCs, securitizadoras, factorings e instituições financeiras, a principal preocupação é entender como as novas regras podem afetar a tributação das operações, a rentabilidade e os processos contábeis.
Em 7 de outubro de 2026, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgaram a versão 1.3.0 da documentação técnica da Declaração de Regimes Específicos (DeRE), com atualizações em manuais, leiautes e regras de validação.
Mas o que isso significa, na prática, para as empresas?
O IBS e a CBS podem aumentar os custos da sua empresa?
A resposta depende do enquadramento tributário, da natureza das operações e das regras aplicáveis a cada atividade.
A Reforma Tributária estabelece novas regras para a tributação sobre o consumo. No mercado financeiro, é essencial avaliar como essas regras se aplicam às operações de crédito, securitização, factoring e demais atividades relacionadas a direitos creditórios.
Outro ponto decisivo é o aproveitamento de créditos tributários. A possibilidade de recuperar créditos sobre determinadas aquisições pode influenciar o custo efetivo da operação. Por isso, não basta comparar alíquotas: é necessário analisar a estrutura de despesas e receitas de cada empresa.
Uma decisão tributária inadequada pode comprometer margens, fluxo de caixa e competitividade.
O que muda para Securitizadoras e FIDCs?
Além dos possíveis impactos financeiros, as empresas precisam verificar se seus sistemas estão preparados para atender às novas exigências fiscais.
A atualização da DeRE reforça a importância de acompanhar os leiautes, os códigos tributários e as regras de validação aplicáveis a cada contribuinte.
Na prática, é importante:
- Revisar o enquadramento tributário: verificar quais regras se aplicam às operações realizadas.
- Avaliar os créditos tributários: identificar possibilidades de aproveitamento e eventuais limitações legais.
- Adequar os sistemas fiscais e contábeis: reduzir inconsistências na apuração e na transmissão de informações.
- Revisar o planejamento tributário: simular impactos sobre custos, margens e fluxo de caixa.
A aplicação das regras pode variar conforme a estrutura jurídica e operacional da empresa. Por isso, FIDCs, securitizadoras e factorings não devem presumir que possuem necessariamente o mesmo tratamento tributário.
Como preparar sua empresa para a Reforma Tributária?
O melhor momento para avaliar os impactos do IBS e da CBS é antes que as mudanças comprometam a rotina operacional ou o planejamento financeiro.
Uma análise tributária especializada permite identificar riscos, revisar procedimentos e preparar a empresa para as obrigações aplicáveis.
A Foster Contabilidade atua com soluções contábeis, fiscais e tributárias para empresas, incluindo securitizadoras, FIDCs, instituições financeiras e holdings.
Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária?
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